Zona da Mata, um desafio para Armando, Fernando e companhia

Composta por 42 municípios que juntos concentram mais de 872 mil eleitores, o que representa pouco mais de 13% do eleitorado do estado, a Zona da Mata é a região onde os candidatos do bloco oposicionista “Pernambuco Quer Mudar” apresentam os menores percentuais de intenção de voto segundo as últimas pesquisas divulgadas. É também nela onde 9 dos 10 principais colégios eleitorais estão sob o comando do PSB e de aliados da Frente Popular.
Para ter ideia do desafio a ser enfrentado pela oposição nesta região, vale lembrar que na eleição de 2014 o único município onde o governador Paulo Câmara perdeu para Armando Monteiro foi Maraial. Nos demais, o PSB venceu com folga.
No momento atual a oposição conta apenas com os prefeitos de Paudalho, Condado, Maraial, Joaquim Nabuco e Belém de Maria, contingente muito pequeno se comparado à coalizão de prefeitos apoiadores da reeleição do governador. A saída neste caso será partir para o chamado “outro lado do município”, porém a região tem uma peculiaridade que foge a regra. O fator “Arraes”!
Com uma relação histórica com o ex-governador Miguel Arraes, a Zona da Mata é uma trincheira do PSB difícil de ser penetrada por algum nome que não seja ligado ao arraessismo. Ciente disso, para obter êxito na disputa, a oposição não apenas precisará trabalhar para maximizar os votos em regiões onde apresenta boa aceitação, a exemplo do Sertão, Agreste e Metropolitana, mas também dedicar-se a diminuir a diferença na Zona da Mata com a conquista de apoios e torcer pela candidatura de Marília Arraes ao Governo do Estado, uma vez que ela é a única capaz de causar um verdadeiro estrago neste reduto da Frente Popular, algo que inclusive já foi identificado pelo Palácio.
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