Secretários e Comissionados são exonerados em Catende

O prefeito interino de Catende, Fausto Jacinto da Silva Júnior (PSD), exonerou todos os secretários, cargos comissionados e suspendeu todos os contratos realizado pela prefeitura de Catende.  
Segundo informou a secretaria de comunicação do Município. Segundo ela, a medida é necessária para a reforma administrativa do município. Os novos nomes do secretariado estão previstos para serem divulgados na próxima segunda-feira

Fausto Jacinto tomou posse como prefeito de Catende após o afastamento do prefeito, Josibias Cavalcanti pelo Tribunal de Justiça da Pernambuco por 180 dias. Além do prefeito o seu filho Alexandre Cavalcante que é secretário de governo e outros seis servidores foram afastados.
Em coletiva realizada na última quinta-feira (5), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE) apresentou detalhes sobre o funcionamento de um esquema criminoso que envolve agentes públicos e empresas que atuam em cerca de 50 cidades pernambucanas.
Segundo o que detalharam os integrantes do Gaeco, o afastamento temporário dos agentes públicos foi concedido pela Justiça após o

Ministério Público ter obtido, nas fases anteriores da Operação Gênesis, provas da ação conjunta do grupo para fraudar licitações e desviar recursos públicos por meio de contrato com empresas de fachada que somavam R$ 8 milhões.
A medida liminar inclui ainda a proibição de acesso dos investigados aos prédios públicos municipais, a fim de garantir a integridade das investigações. O prefeito afastado pode recorrer da decisão na Justiça.

“Foi montada em Catende uma procuradoria paralela com o objetivo de chancelar o esquema fraudulento, que era comandado pelo filho do prefeito, Alexandre Cavalcante . Os servidores da comissão de licitação direcionavam as concorrências para favorecer empresas fantasmas com contratos de diversos serviços públicos, como coleta de lixo, aluguel de veículos, dentre outros”, narrou o promotor de Justiça Frederico Magalhães.

O coordenador do Gaeco, procurador de Justiça Ricardo Lapenda, ressaltou que as irregularidades constatadas em Catende repetem o modus operandi e envolvem as mesmas empresas já flagradas na primeira etapa da operação, realizada na cidade de Quipapá, também na Mata Sul.
“A investigação segue e nós já acionamos o procurador-geral de Justiça para recebermos autorização para investigar e futuramente punir no âmbito penal os responsáveis por eventuais práticas criminosas”.
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